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Gastronomia Sustentável
21/10/2016

Gastronomia Sustentável

Dia 16 de Outubro é comemorado o Dia Mundial da Alimentação! E também a FAO (Food and Agriculture Oganization of the Unite Nations) comemora seu aniversário de fundação. Esta data é super importante, pois é uma pausa para que a população reflita sobre temas como fome e segurança alimentar. Para nós, do São Paulo Center, que levamos há anos a questão da alimentação saudável super a sério, esta data é muito importante.

O tema da discussão deste ano é “O clima está mudando. A alimentação e a agricultura também”. E, para nós, nada mais apropriado do que trazer uma palestrante que fala super bem (e manja muito) deste assunto: a Ailin Aleixo. A jornalista é apresentadora do Boletim Gastrolândia, na rádio AlphaFM, e cocriadora do novíssimo canal #PorTrasDaKg, no YouTube, dedicado ao jornalismo gastronômico.

Aleixo atua como jurada em concursos nacionais e internacionais de coquetelaria e gastronomia; presta consultoria para bares e restaurantes; palestra sobre jornalismo gastronômico e gastronomia sustentável. E este último foi exatamente o tema de sua palestra de ontem no nosso Programa VER!

Assuntos como alimentos orgânicos, biodinâmicos, sustentáveis, insumos sazonais, produtores locais (termos antes pouquíssimos utilizados, hoje prioritários) foram os temas debatidos na palestra. Sendo assim, escolhemos algumas informações para dividir aqui com você:

Há anos na cobertura jornalística de gastronomia, entrevistando chefs, conhecendo restaurantes, produtores, e tudo relacionado ao tema, Ailin se deparou com as questões: como a comida foi produzida? De onde ela veio!? E foi se deparando com estes questionamentos, que entendeu a desconexão das pessoas com a origem dos alimentos e o que isto impacta negativamente o meio ambiente.

“Toda a questão da saúde, do solo, das plantas, dos animais e do homem é um único e grande tema”
                                                                                                         Wendell Berry, ensaísta americano

Alguns dos grandes problemas são a monocultura na agricultura (plantação extensiva e exclusiva de um só alimento, característica bem forte do Brasil) e a pecuária (um dos processos mais poluidores do mundo com o consumo em enorme escala de insumos – que aumentam a necessidade da monocultura, esgotando o solo, uso massivo de água potável e liberação de CO2 com a ruminação dos animais).

Além disto, o desperdício é algo alarmante na alimentação, já que 40% de tudo que é produzido é desperdiçado segundo a WFF. Ou seja (e pasmem): 13 bilhões de toneladas anuais de alimento vão para o lixo. Assustador, não!?

E não falamos somente de alimentos jogados fora! Devemos considerar o uso de venenos super cancerígenos nas plantações, que impactam a saúde dos homens e do solo (e saiba que a indústria de químicos nocivos lucra 52 bilhões de dólares por ano) e o uso de antibióticos em animais sempre em cativeiros em condições inadequadas.

Ailin reforçou ainda sua grande preocupação com o consumo de carne mundial.

“Para criarmos o gado de forma decente e saudável, o consumo teria que diminuir drasticamente – e aumentar a consciência do tremendo impacto ambiental causado pela pecuária-, o oposto do que vem acontecendo. Em 2015 foram produzidos no mundo 318,7 milhões de toneladas de carne bovina, “e espera-se um aumento do consumo mundial a um ritmo de 1,6% por ano nos próximos 10 anos”, diz o agroeconomista belga Erik Mathijs.  O rebanho bovino brasileiro chegou a 212,3 milhões de cabeças em 2014, um acréscimo de 569 mil animais em relação a 2013”.

E como disse em seu texto sensacional no Gastrolândia (veja na íntegra aqui:  http://gastrolandia.com.br/capa/para-ler-antes-do-churrasco-o-real-cenario-da-criacao-de-gado-no-brasil/)

Seria lindo se toda carne que consumíssemos fosse decorrente desse sistema produtivo, não? Pois é, mas não dá. Para todo esse gado viver de forma natural – ou seja, solto – precisaríamos de mais uns 3 planetas. Então, qual a solução: confinar. Colocar cada vez mais animais, em menos espaço. E o que acontece inevitavelmente em superpopulações? Surtos de doença. Como se vence doenças sem mexer nas causas que as geraram? Entupindo os doentes com antibióticos. Círculo nada virtuoso.

E há luz no fim do túnel? Sim!!!! Diminuir o consumo de carne consideravelmente, priorizar ingredientes sazonais (mais baratos e saudáveis) e de produtores locais (ajudando a economia local e tornando também o produto mais saudável) e aproxima as pessoas da cozinha e também do campo!

O consumo dos alimentos orgânicos é algo que, na opinião da Ailin, deve ser considerado e priorizado! Alimentos orgânicos são os alimentos produzidos com métodos que não utilizam agrotóxicos sintéticos, transgênicos ou fertilizantes químicos. As técnicas usadas no processo de produção respeitam o meio ambiente e visam manter a qualidade do alimento. Dessa forma, o produto diminui a possibilidade de danos à saúde dos consumidores e de impacto à natureza. Frutas, legumes, verduras, hortaliças, carnes, ovos, feijão e cereais são alguns exemplos.

E para finalizar, ou começar uma longa discussão sobre alimentação e saúde, é interessante começar a ler os rótulos dos alimentos, pois como diria Michael Pollan:

“Não coma nada que sua bisavó não reconheceria como alimento!”

Gostou do assunto!? Quer apostar em alimentos orgânicos?

Abaixo seguem algumas dicas da Ailin Aleixo de locais (clique para conhecer sobre)

PARA COMER

Empório dos Mellos

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Foto: Site Gastrolândia

Entre Vilas

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Foto: Site Gastrolândia

Capril do Bosque

Orgânicos da Mantiqueira em Gonçalves

 

PARA VISITAR COM AGENDAMENTO

Fazenda da Toca

Santa Adelaide

 

PARA COMPRAR ORGÂNICOS EM SÃO PAULO 

Feira orgânica do Parque da água Branca

Feira orgânica da Rua Curitiba

Feira biodinâmica de Santo Amaro

Instituto Chão

Loja Korin

 

E aqui, compartilhamos também algumas de nossas receitas funcionais para você que gosta de ter uma alimentação mais saudável.

 

 

 

 

 

 

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